30 de nov de 2011

Analise: Killer 7




Ano de lançamento: 2005
Desenvolvido por: Grasshoper
Publicado por: Capcom
Gênero: Ação/Adventure.







Uma jogabilidade altamente limitada e gráficos que passam a impressão de mal acabamento: ingredientes perfeitos para um game fracassar. No entanto Killer 7 conseguiu amarrar tais elementos de uma maneira pouco convencional. Talvez o prazer em jogar Killer 7 não esteja no jogo em si, mas na sua apresentação diferenciada, que atrai jogadores que estejam cansados de algumas formulas um tanto saturadas no mercado atual. A primeira coisa que o jogador deve ter em mente é que Killer 7 se beneficia de uma originalidade única, onde até os seus defeitos parecem estar em função da experiência.



Sete por um, ou um em sete?
Killer 7 bota o jogador no comando de um grupo de 7 assassinos comandados por um homem em uma cadeira de rodas chamado Herman Smith, cada qual com uma habilidade em especial. Juntos eles formam o Killer 7. No entanto não se sabe se os sete de fato existem ou são apenas múltiplas personalidades de Herman. Nota-se que cada assassino tem consciência da existência do outro, embora eles não interajam entre si. Herman deve combater uma organização chamada Heaven Smile, comandada por Kung Lang, o mão de Deus, ao mesmo tempo em que um embate entre Estados Unidos e Japão se desenvolve.
O enredo aparentemente não é tão impressionante, mas sua apresentação é única. No game você pode controlar apenas seis assassinos. Garcian Smith, o único que realmente mantém contato com Herman tem a habilidade de reviver qualquer assassino morto, por isso é sempre bom deixá-lo de reserva, somente para usar tal habilidade. Cada um tem um poder em especial que lhe será útil em algum momento do game, seja para destrancar uma porta ou revelar mensagens em sangue na parede. Durante todo o game você interage com espíritos de pessoas assassinadas por Herman, ou enfrentando os Heaven Smiles. Esses seres são particularmente bizarros, pois eles não são visíveis ao olho nu. Você só sabe que estão próximos ao ouvir sua risada.
Andando nos trilhos.

A jogabilidade de Killer 7 é muito particular, e tenha certeza que você nunca verá uma igual em nenhum outro título. Basicamente ela é dividida em três momentos distintos: exploração, combate e puzzles. A grande polêmica fica justamente no modo com que o jogador explora os cenários. O assassino só pode andar em uma única direção ao apertar o botão X, ou então dar um giro de 160° ao pressionar triangulo, dando a sensação de que você anda em trilhos. Em cada corredor aparece a opção de se dirigir para um caminho bifurcado. Explicar por texto é meio difícil, basta você ver para entender. Ao ouvir uma risada você deve apertar R1 para entrar no modo mira, aí entram os combates. Para enxergar um Heaven Smile você deve segurar o R1 e pressionar o L1. Ao atirar nos pontos em destaque você acumula sangue forte, usado para melhorar os atributos de seus assassinos, matando eles da forma convencional você acumula sangue fraco, usado para repor a energia vital de um assassino ou usá-la para dar tiros carregados. A parte dos puzzles é altamente satisfatória para jogadores que gostam de quebrar a cabeça com enigmas, geralmente serão do tipo “ache o item e use em tal lugar” ou então alguns se apresentam de forma mais complexa. Se você não tiver paciência poderá pedir a solução para uma entidade que sempre lhe dirá o que fazer, mas antes ele insulta o jogador e cobra uma alta taxa em sangue forte. Tente imaginar um game Click Point misturado com um pouco de horror survival, ai você tem uma idéia básica do que esperar em Killer 7.
Killer 7: Obra de arte interativa.
Não é preciso jogar o game pra ver que sua jogabilidade é altamente limitada, e em alguns casos, medíocre. Mas aqui é um caso raríssimo onde os controles acabam não sendo importantes, já que é o conteúdo do game que realmente se destaca. Esse é um daqueles títulos que mostra sua atmosfera pesada já na tela de título, deixando isso tudo mais acentuado no decorrer das partidas. Isso tudo é mérito do roteiro bem elaborado que Killer 7 trata. Os temas são pesados, passando por embates políticos, questões sociais, violência gratuita, doenças mentais, sexo e até mesmo racismo. Mas há duas coisas que conseguem amenizar o impacto dos assuntos mostrados, o primeiro é a parte gráfica, que se apresenta como uma graphic novel americana aplicada em um excelente Cell Shading, segundo por que a linguagem do game é profundamente filosófica. Contudo, algumas situações se mostram impressionantes, como o modo com que alguns espíritos insultam o jogador, ou as freqüentes cenas de assassinato e crueldade e até mesmo alguns lances onde a empregada Samantha pratica um sexo sadomasoquista com Herman. Em meio a isso tudo o game encontra espaço para lançar idéias reflexivas ao jogador, principalmente em se tratando de Herman. Um momento particularmente impressionante da trama acontece logo nas primeiras horas, quando Travis se apresenta dizendo ser uma das vitimas de Herman e se questiona por que foi assassinado; um puzzle também chama atenção, pois ao resolvê-lo você conversa com outra vitíma de Herman, só que você conversa apenas com a sua cabeçca decapitada, que sai de dentro de uma máquina de lavar roupa. No final das contas o game não consegue ser nada menor do que perturbador, e incrivelmente mais perturbador que o polêmico Manhunt, da Rockstar.
Os gráficos também podem causar polêmica de jogador a jogador. A Grasshoper optou por gráficos comuns e um acabamento que lembra um ambiente altamente surreal, com cores fortes e sem um acabamento de ultima geração, mas sua simplicidade acaba saltando os olhos, mas não espere nada muito relevante, já que o Playstation 2 possui gráficos muito melhores em sua jogoteca. As cenas não interativas também possuem ótima qualidade, destacando-se as de estilo anime, que vão agradar a todos. As dublagens ajudam a manter o game na sua constante tensão psicológica, a dos espíritos sempre é apresentada como sussurros discretos. Os efeitos sonoros são polidos e bem feitos e a trilha sonora é quase que nula ao longo do game.
Vale a pena?
Killer 7 cumpre bem o seu papel ao tentar algo que realmente faça a diferença. A jogabilidade é muito simples, mas limitada ao extremo. O mercado atual de games se preocupa muito com gráficos de ultima geração, além de copiar formulas de sucesso como God of War e títulos em primeira pessoa focados em multiplayer, mas a Grasshoper ousou em mostrar simplicidade técnica e diversão. O foco do título é o seu enredo, que consegue se destacar junto a outros medalhões como Metal Gear Solid 3. O clima é raro até mesmo em games de horror/survival, com uma apresentação tensa e perturbadora. Passe por cima das limitações dos controles e você terá uma das experiências mais incríveis que um game pode te dar.
Prós:
-Gráficos diferenciados.
-Trama muito bem elaborada.
-Diálogos bem construídos.
Contras:
-Jogabilidade limitada.
-Combates repetitivos com o tempo.
-Muitos loadings que quebram o ritmo que já é fraco.

Por: Lipe Vasconcelos.

11 comentários:

  1. Game interessante! Possui um visual obscuro e bem trabalhado! Porém possui uma jogabilidade muito falha... Tentei investir e zerar o jogo mas não tive paciencia... E olha que pra jogar eu tenho paciencia!

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  2. Parece tosco este jogo!!!
    muito bom seu blog, continue assim!!!!

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  3. Confesso que também fui até certo ponto, mas quando se tem jogos tipo Devil May Cry 3 e Black fica difícil se dedicar por muito mais tempo a Killer 7, mas a experiência de jogo é muito boa, recomendo!

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  4. Horrivel nada, eh um dos melhores jogos feitos para PS2.

    Façam uma analise do REZ o///

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  5. Killer 7 é pra jogadores que querem algo diferente, algo que fuja um pouco da mesmice, jogadores menos paciêntes realmente odeiam Killer 7 pq ele foge dos clichês, uma pena q quase não há mais jogos como esse atualmente. Queria que as produtoras voltassem a focar mais na diversão e menos em gráficos de ultima geração.

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  6. eu e meu pai viramos esse jogo mas não achei muito emocionante não tive a satisfação de quando virei final fantasy 10, castlevania ou devil my cry 3

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  7. eu tenho este jogo e acho ele muito interessante, depois de um tempo você esquece da kimitação no movimento e acaba fixado mesmo é no que está acontecendo. Ele também é extremamente perturbador e é bem desafiante em alguns momentos

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    Respostas
    1. altamente perturbador... mas é fodasso auhauha!

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  8. Esse jogo não é ruim pelos gráficos, só é ruim pela jogabilidade horrorosa, e pela falta de emoção e opções, pra ajudar o meu ainda vinha em japonês. Sério quem curtiu esse jogo só pode ser psicopata.

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