4 de dez de 2011

Devil May Cry 3 - Dante´s Awakening



Ano de lançamento: 2005
Gênero: Ação.
Produtora: Capcom.






Os fãs gritaram, a Capcom escutou! Devil May Cry 3 – Dante´s Awakening bota a série nos trilhos, depois de um episódio que desagradou pelo menos 90% dos fãs que o game adquiriu com sua estreia em 2001. A Capcom não teve medo de apostar na formula que deu certo no primeiro game, e mesmo que adicionando poucas inovações Devil May Cry 3 fez bonito, pelo simples fato de repetir uma formula de sucesso com um trabalho técnico mais caprichado. O enredo do game se passa bem antes dos títulos anteriores. Somos apresentados a um Dante mais jovem, que precisa enfrentar o seu irmão, Virgil.
Caçando demônios com “Style”
O Hack and Slash praticamente foi inventado pela franquia Devil May Cry, e ainda que títulos como God of War e Dante´s Inferno tenham adaptado bem o gênero, a série da Capcom ainda se prova eficiente na hora de explorar sua fórmula de sucesso. Os combates rápidos e frenéticos retornam com a mesma dificuldade insana presente no primeiro DMC, mas com uma diferença muito interessante: O Style. Agora o jogador pode selecionar entre seis estilos diferentes de combate, sendo que somente quatro estão liberados de inicio; Trickster (foca-se em técnicas evasivas), Swordmaster (focado em técnicas com espadas), Gunslinger (aprimora técnicas com armas de fogo) e Royalguard (valoriza defesa e contra-ataque). Cada Style prioriza um tipo de jogabilidade especifica, além de também aumentar de nível à medida que se derrota inimigos. É altamente recomendável que o jogador se foque em evoluir apenas um Style, podendo usar as primeiras missões apenas para testar qual Style lhe agradará mais.


O foco do game é realmente os combates, e nisso ele não decepciona. Logo no inicio você tem um gostinho do que lhe espera. Após enfrentar uma horda de inimigos vem um chefe de capuz preto e uma foice (sim, a morte), e essa rotina de lutas incansáveis só é quebrada por momentos de exploração e resolução de enigmas. Os puzzles são simples e de fácil resolução, quase sempre envolvem a busca de um item ou chave, no entanto eles cumprem bem o seu papel, que é o de não deixar os combates cansativos ou repetitivos. As lutas com chefes são realmente rápidas, exigindo pericia e paciência do jogador.
Ao longo do game Dante coleta Orbs vermelhos, que podem ser úteis para comprar itens ou adquirir novos golpes. A coleta de orbs é importante, por isso às vezes é necessário perder um bom tempo indo e voltando nas salas, pois quanto mais se enfrenta inimigos mais Orbs serão acumulados. Cada arma de Dante também deve ser evoluída, para que não haja sufoco na hora de enfrentar os chefes. O sistema de combate é cuidadosamente polido e funcional, mas é um caso onde os jogadores novatos terão sérios problemas, já que em algumas situações é necessário fazer combos mais bem elaborados e, consequentemente, exige maior domínio do jogador para sua execução.
Sem mudanças em nenhum sentido.

Usar a formula de sucesso do primeira game garantiu o sucesso de DMC3, mas também não ajudou a atribuir novos fãs a série, se você não gostou do 1 ou do 2, certamente o 3 não o fará mudar de opinião. Devil May Cry é voltado para os hardcores, que sentem prazer em tentar matar um chefe em no mínimo 20 tentativas, pois muitas vezes é o que acontece, mesmo quando há a opção de mudar de nível o desafio do game continua alto. A progressão do game também não ajuda muito, já que só é possível salvar seus feitos ao inicio de cada nova missão. As missões não costumam ser longas e os enigmas são muito simples, mas quem é que gosta de ter que fazer tudo outra vez quando você morre no embate contra um chefão? Isso mesmo! Você volta pro inicio da missão, ao melhor estilo games Super Nintendo. É possível obter continues, mas paga-se um valor em Orbs vermelhos para consegui-los, e é muito raro achar algum dando sopa durante as fases. O único consolo que o jogador possui é que você pode salvar a qualquer momento, mas esse save livre só serve para guardar a quantidade de orbs obtidos ou melhoras feitas no personagem. O sistema de câmeras também não foi melhorado, o que as vezes pode atrapalhar, tanto nos combates quanto na exploração, é fácil demais se perder numa mudança brusca na visão do jogador.
Depois dos excelentes embates o segundo melhor ponto do game é sua apresentação. Dificilmente encontraremos no mercado um jogo de ação com temas demoníacos que consiga soar tão leve quanto Devil May Cry. Isso se deve a personalidade única do protagonista Dante (personalidade que foi excluída no game anterior). Dante consegue tirar sarro de qualquer inimigo ou qualquer situação, lançando frases irônicas e engraçadas a todo tempo. Some isso a verdadeiras cenas absurdas, com direito a Dante surfando em mísseis, caindo com estilo de uma torre e muitas outras loucuras que você pode imaginar. O game esbanja tanta criatividade que nem mesmo algumas esquisitices conseguem ser estranhas ao jogador. Afinal, em quantos games do estilo você se diverte em usar uma arma que consiste numa guitarra, onde cada solo produz raios que destroem hordas de demônios pelo caminho? O visual do game combina com o protagonista, que é altamente Cool.
Os gráficos de Devil May Cry são do tipo que aposta em uma simplicidade que soa como grandiosa. As texturas são simples, assim como os efeitos de tela; mas seu acabamento é tão polido e suave que qualquer jogador vai encarar o visual do game como uma mega produção gráfica. As cores frias se fazem presente em quase todo o game, aumentando o clima tenso e gótico. Parte do game se desenvolve em um imenso castelo, mas há cenários de todos os tipos, que casam perfeito com o contexto de Devil May Cry 3. Dante conserva em sua aparência a personalidade descolada, com uma calça Jeans e um sobretudo vermelho aberto na frente. As animações são impecáveis, com movimentos limpos, bonitos e bem trabalhados, dá um gosto danado observar cada movimento possível de Dante na tela. Os inimigos não são exatamente variados, mas cumprem bem o seu papel. Os chefes são um verdadeiro show, bem detalhados e com animações nada genéricas. É bom ver que a Capcom cuidou tanto da jogabilidade como dos gráficos. O som do game é ótimo, a começar pelos efeitos sonoros, que seguem o padrão de qualidade adotado nos gráficos, todos bem feitos e combinam perfeitamente com as situações. As dublagens são ótimas, mas há um contraste nelas, enquanto a de Dante combina com o jeito cínico do personagem a de Vergil ficou muito a desejar, chegando até ser cômica às vezes. A trilha sonora é outro ponto incrível do game, com músicas calmas e tensas nos momentos de aventura e um tema mais agitado e rápido durante os combates. Os controles em geral respondem bem, mas a esquiva é um problema. Num game que preza por combates frenéticos a esquiva deixa a desejar, com respostas atrasadas que geram dor de cabeça, principalmente na luta contra os chefes.
Um game de ação eterno.

Devil May Cry 3 – Dantes Awakening acertou em arriscar na formula que deu sucesso à série. É um game que vai agradar aos fãs, principalmente aos que odiaram Devil May Cry 2, mas não se preocupa em conquistar ao publico que não gostou do game em sua fase inicial. Deixando de lado apelos comerciais o título chega ao mercado com uma dificuldade extrema, direcionado para gamers mais hardcores. É um exemplo brilhante de jogabilidade bem trabalhada e técnica bem apurada. Fãs do Hack And Slash vão encontrar um lugar especial em suas prateleiras para este game. A série Devil May Cry se despede de maneira excelente do Playstation 2, se tornando um game eterno no nosso console eterno.
Notas:
-Gráficos: 9.0
-Jogabilidade: 10.0
-Sons: 10
-História: 9.0
-Diversão: 10.0
Nota final: 10.0
Prós:
-Jogabilidade bem fluída.
-Combates incríveis do inicio ao fim.
-Puzzles criativos, que mesmo fáceis não deixam a desejar.
-Parte técnica perfeita.
Contras:
-Sistema de Save muito antiquado pros padrões de hoje.
-Esquiva pouco confiável,
-Inimigos de fase poderiam ser mais variados.
-Trabalho de câmera mal feito

Por: Lipe Vasconcelos.

12 comentários:

  1. Bah, esse game é incrível, foi um dos primeiros games que eu joguei no PS2.
    Mas qual a diferença entre Devil May Cry 3 - Dante´s Awakening e Devil May Cry 3 - Special Edition?
    se puderem me responder...
    vlw

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    1. devil may cry 3 special edition tem boss extra na hist
      principal.da para jogar com vergil,e quando voce morrer não precisa voltar a missão do inicio pois a chkenpoints.

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    2. Devil May Cry 3 Special Edition é mais fácil que a outra versão tem um chefe adicionado chamado Jester você também pode jogar com o irmão de Dante o Vergil, na outra versão do game para você não ser obrigado a voltar do ínicio da missão quando morre-se era obrigado comprar um ítem Yellow Fragment já no special edition você não precisava comprar nada pois tinha continue gratuito além disso só há um código disponível na versão original já na special edition tinha outros códigos que podiam ser usados eu joguei os dois e notei a diferença na dificuldade

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  2. O conteúdo extra. No Especial Edition vc pode jogar com o Vergil, acho que é só após terminar o jogo pela primeira vez com o Dante, fora isso é o mesmo jogo.

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    1. na verdade não, vc já pode jogar com ele antes de jogar com o dante, vc também pode escolher entre gold orbs (te ressucitam logo após a morte) ou yellow orbs (te voltam no ultimo checkpoint)
      sem falar também no chefe extra jester

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  3. Cara , achei demais esse blog, fazia tempo que procurava alguém que fale sobre ps2. Bom trabalho

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    1. Pra mim tambem é simplesmente fantastico este jogo, muito foda, um dos melhores do ps2, alem de ser o pioneiro do genero hack'n slash, sem palavras

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  4. Melhor jogo para ps2!Sem sombra de duvida

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  5. Baita jogo não é toa que é um greatest hits.

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  6. Esse jogo é um dos melhores de PS2 que ja joguei

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  7. Um dos melhores jogos de PS2 Devil May cry 3 muito loko*-*

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  8. na verdade não, vc já pode jogar com ele antes de jogar com o dante, vc também pode escolher entre gold orbs (te ressucitam logo após a morte) ou yellow orbs (te voltam no ultimo checkpoint)
    sem falar também no chefe extra jester

    Quando eu comprei, eu tive que zerar primeiro com Dante pra liberar o Vergil.

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