24 de fev de 2012

Analise: Cold Fear

Ano de Lançamento: 2005.
Desenvolvedora: Darkworks.
Publicado por: Ubisoft.
Gênero: Horror/Survival.

O Horror/Survival foi popularizado ainda em meados da década de 90, quando games como Alone in The Dark, Resident Evil e Silent Hill fincaram as primeiras estacas do gênero. Com o passar do tempo vários títulos surgiram, sua grande maioria se dedicou a se “basear” nas diretrizes impostas em especial por Resident Evil e Silent Hill, sem muita inovação. A própria Capcom reformulou o gênero com o lançamento de Resident Evil 4. Cold Fear foi desenvolvido pela Darkworks e não se preocupou em ser original, tomando descaradamente emprestado (isso pra não dizer copiando descaradamente) todos os elementos de sucesso de das renomadas franquias da Capcom e Konami.


Terror em alto mar.

A trama não chega a ser brilhante, mas pelo menos consegue manter um nível aceitável. Uma chacina acontece em uma embarcação russa e todos os tripulantes são massacrados brutalmente. Uma equipe é enviada ao navio para investigar, mas todos acabam sendo mortos da mesma maneira. A única solução é enviar Tom Hansen um agente da guarda costeira americana que se encontra perto do lugar, que guarda mistérios e uma horda de zumbis. Naturalmente, o game apresenta clichês no enredo; com uma mocinha em perigo, um vírus mortal e um cientista ambicioso, mas ao contrário da franquia da Capcom, em Cold Fear a história é mal desenvolvida e uma série de questões fica sem resposta clara e lógica ao fim da jornada de no mínimo 6 horas de duração.


Talvez o único ponto original de Cold Fear esteja na ambientação. O game abusa com sabedoria de um clima muito particular. Você estará no meio do mar, sozinho, em um navio durante uma tempestade e uma fúria marítima colossal. A Darkworks soube usar essa abordagem sem exagero, sendo bastante natural. Mas quando se trata de criar um clima tenso Cold Fear não se acanha em mostrar que se espelhou nos games citados acima. O ambiente é hostil e escuro, povoado por zumbis que se escondem no escuro, e ainda que pareçam ultrapassados acontecimentos como corpos caindo de armários e luzes que apagam sozinhas conseguem manter o jogador em alerta. Some isso ao fato do cenário se mover de um lado para o outro constantemente, graças às ondas que batem no navio. O resultado é fantástico e promete envolver o jogador.


De um ponto ao outro.

A mecânica do game não será novidade para fãs de survival de longa data, mas nota-se grandes diferenças entre Cold Fear e seus primos distantes. Para começar o game é inteiramente focado na ação. Zumbis aparecem com frequência e Tom terá algumas armas a sua disposição para sobreviver. A munição às vezes fica escassa, mas isso não chega a ser um problema, já que há uma sala que recarrega seu arsenal para o máximo de uma só vez. Há vários kits médicos que recuperam a saúde do herói, mas em Cold Fear não existe inventário para guardar itens. Sendo assim o jogador terá de deixar um item de cura para trás se estiver com a saúde completa; ou pode também procurar a sala de enfermaria, que tem a mesma finalidade da sala de munições.

O game não apresenta grandes dificuldades, já que os objetivos se limitam a ir de um ponto ao outro, sem grandes complicações. Quem espera encontrar quebra-cabeças inteligentes pode ficar muito decepcionado. Fora explodir cabeças Tom também deverá procurar por chaves ou acionar alavancas para progredir no game, fazendo com que Cold Fear seja mais um título de ação pura. A jogabilidade é o maior problema do jogo. Cold Fear trabalha com dois tipos de visão distintos: No primeiro caso é a câmera em terceira pessoa tradicional de games do gênero, com visão de pontos dramáticos; já o segundo é o modo mira, idêntico ao de Resident Evil 4. Nesse modo Tom pode mirar em seus inimigos e usar a lanterna, o único problema é que para cada vez que você muda o modo de visão os comandos se alteram minimamente, mas o suficiente para causar confusão e dor de cabeça no jogador. O modo mira também apresenta falhas todas as vezes que você o aciona, ele desativa sozinho e quase sempre acontece quando você avista um inimigo. Pode-se jogar quase o game inteiro no modo mira, o que até o deixa mais simples, mas impossibilita Tom de correr. Os combates são satisfatórios, mas como copiam a formula de RE4 não vai encantar por muito tempo, sem falar na péssima execução que essa mecânica apresenta. Outro ponto que pode ser estranho aos jogadores é que Cold Fear só salva o progresso do jogador em pontos pré-determinados, felizmente eles surgem com uma frequência aceitável.
A parte gráfica não deixa a desejar graças a um cuidado bem especial da Darkworks com a ambientação do game. As melhores partes são nas áreas externas, onde a chuva embaça a visão do jogador, o movimento do barco também é bastante realista e satisfatório. Ambientes internos também merecem destaque, há requintes de violência aqui e ali, mas nota-se que não chegam a ser exagerados. Os detalhes são bons, mas a escuridão das áreas camufla um pouco o trabalho técnico, o mesmo acontece com o design dos personagens. Os inimigos são pouco variados e enjoam com o tempo. Basicamente são zumbis ou mercenários que usam armas. A sonoplastia assegura o clima sombrio de Cold Fear, mas não traz nenhum elemento novo. A trilha sonora traz a sensação de filmes de ação de Hollywood, com canções de ação que são até empolgantes, mas é casual e parte do game se desenvolve sem músicas.

Um título casual.
Cold Fear é um daqueles games que consegue divertir, mas não se preocupa em trazer inovações. Infelizmente a sua mecânica é ultrapassada demais e perde força em pouco tempo, no entanto, o game acaba antes de se tornar maçante. O foco foi a ação, mas mesmo aqui há falhas um tanto graves que acabam tornando o game ainda mais dispensável. A trama também não se destaca devido a péssima exploração e a falta de explicação de alguns fatos. Talvez tenha havido a intenção de um Cold Fear 2, mas acabou não rolando! Sabendo dos principais problemas do jogo e sabendo contorná-los Cold Fear se torna uma agradável opção, mas para ser jogado apenas uma vez, no máximo!

Notas:
Gráficos: 9,0.
Audio: 8,5
Jogabilidade: 5,0
Enredo: 5,0

Aprovado:
- Ambientação oringial.
- Gráficos bem trabalhados.

Reprovado:
- O jogo oferece pouca variedade, se tornando cansativo em pouco tempo.
- Jogabilidade falha e complicada.
- Enredo medíocre.

Avaliação final: 6 RAZOAVEL.

Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.

4 comentários:

  1. Ja detonei o jogo vc mandou muito bem na analise falou sobre tudo e tem razão e um jogo que vc detona uma vez e não quer mais detona ja A CLASSICO RESIDENT EVIL 4 apos detonar libera extras armas infinitas e modo PROFISSIONAL eu sou fan da saga Resident evil 4 mas ja joguei silent hill e sinceramente não gostei mas so joguei o 3 vlw vc e bom de analise PaRaBeNs

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    Respostas
    1. Cara vc não gostar de Silent Hill e bricadeira consegue ser melhor do que o resident evil 4, 5 e 6!!!Não sei qual vc jogou experimente jogar Silent Hill 2 e Silent Hill Shattered Memories !!!Garanto que vai gostar o unico que não presta dos Silent Hill é o 4 The Room e Silent Hill: Downpour, agora Resident Hill tem muito que não presta, ou você prefere Ação do que Terror pois se preferir jogue Fatal Frame 1, 2, 3 vc vai gostar!!

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  2. é um bom jogo que vale ser jogado por fans de survival horror , mas não chega nem perto na jogabilidade de r.e.4 mas consegue manter seu clima sombrio , lembra muito as antigas residente onde tinhamos que segurar a muniçao e usar na hora certa, uma esperiencia dentro de um navio balançando o tempo todo é fantastico e seu visual bem criativo. pra quem nunca jogou esses tipos de jogos preparesse para sustos . boa analise

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