26 de fev de 2012

Análise: Maximo Vs. Army of Zin




Ano de Lançamento: 2004
Desenvolvedora por: Capcom.
Publicadora: Capcom.
Gênero: Ação.
A maioria das grandes franquias conhecidas hoje teve inicio ainda na década de 80, saudosa era dos 8 bits; Super Mario, Mega Man, Zelda, Castlevania, Metroid... enfim, a lista é grande e cheia de nomes muito conhecidos. No entanto alguns bons títulos não foram continuados nas gerações seguintes, ficando presos no tempo áureo dos bons games. Um desses casos foi Ghouls ´n Ghost: Carinhosamente chamado de “O jogo do Cavaleiro de Cuecas. Porém em 2002 a Capcom deu uma repaginada em sua esquecida franquia: Um novo nome, um personagem um tanto diferente, mas o mesmo espírito de antigamente. Maximo – Ghost to Glory chocou os jogadores da atual geração, trazendo uma dificuldade que só víamos nos velhos consoles dos 8 e 16 bits; afastando os mais novos e encantando os marmanjos saudosistas com um desafio a altura. Em 2004 veio Maximo Vs. Army of Zin, uma continuação que mantém o nível do irmão mais velho, mas amenizando a dificuldade para os casuais.
Se unindo com a Morte para salvar vidas.
O enredo é simples, mas bem cativante. Uma nova ameaça paira sobre os vilarejos e reinos. Criaturas feitas de aços e movidas a espíritos amaldiçoados estão espalhando o terror no mundo. Para combater esse novo e singular inimigo o cavaleiro Maximo se une a Grim (ou simplesmente a Morte) para encontrar uma maneira de derrotar tais monstros. Para isso será necessário explorar terras jamais visitadas pelo cavaleiro. Há algo muito interessante no conceito que envolve Army of Zin, apesar de uma temática obscura o visual lembra os mundos criados nos filmes de Tim Burton. Não sei se foi intencional, mas caiu muito bem ao produto final, resultando num game de monstros que pode ser apreciado por um publico mais jovem. Não há sangue durante o jogo todo, e cada detalhe gráfico se apresenta de uma maneira quase que infantil.


A mecânica não foge do esquema que consagrou a série em sua fase gloriosa, ou mesmo em Ghost to Glory. Maximo deverá atravessar um mapa cheio de monstros que parecem robôs. Empunhando uma espada e um escudo o cavaleiro deve detonar tudo que se move a sua volta. É possível lançar o escudo para atingir inimigos ou quebrar pilares nos cenários. Os combates são muito básicos, mas graças a um sistema tímido de combos acabam se tornando agradáveis, junte isso a um toque saudosista e logo você perceberá que destruir inimigos nunca será cansativo. Eventualmente é necessário localizar chaves ou passar por obstáculos. Esses momentos de plataforma são agraciados por comandos que respondem sem problemas e ângulos de câmera amigáveis, ainda que em uma situação ou outra elas possam prejudicar, mas é bem raro! No decorrer das fases você deverá salvar muitas vidas, seja dos moradores de vilarejos ou de guerreiros que estarão lutando bravamente ao lado de Maximo. Em alguns casos o jogador terá de agir rápido, pois algumas vitimas (principalmente os moradores das vilas) podem ser assassinados pelos monstros. Ao salvar as pessoas haverá recompensas, desde dinheiro até chaves que abrem baús valiosos ou portões que permite progredir nas fases. Caso a barra fique muito pesada Maximo conta com o poder da morte por alguns breves segundos. Muito útil para aniquilar vários inimigos de uma vez, ou para tirar boa parte da energia vital de um chefe. As fases são basicamente lineares, mas há muitos cantos para explorar, podendo encontrar mais dinheiro, itens ou extras no menu principal. As fases são divididas por um mapa, bem ao estilo de clássicos como Super Mario World. O saudosismo consegue ser o maior trunfo do game.
Pagando pra ficar vivo.
Usar dinheiro ao longo da jornada também é rotina por aqui, mas o sistema ficou bem mais light em Army of Zin (Em Ghost of Glory pagávamos até pra salvar o progresso do game). No decorrer das fases você vai se acostumar a encontrar um velho que poderá vender itens importantes para você. O conceito de vidas, a muito abandonado na maioria dos games atuais retorna neste título, geralmente elas custam 210 moedas e quando necessário sempre é possível retornar a fases completadas para acumular dinheiro. Army of Zin conta com um sistema de melhorias, que como todo o resto, é bastante simples. Maximo pode conseguir novas espadas, escudos e até mudar sua cueca, todas com melhoras significativas. No caso das cuecas elas possibilitam efeitos de grande ajuda, como fazer os inimigos deixarem mais dinheiro cair quando derrotados. A armadura funciona como um Power Up para defesas. Além da armadura também é possível adquirir um elmo, e posteriormente deixar a armadura de ouro, no entanto essas melhorias vão se perdendo conforme Maximo perde energia, seja lutando com monstros ou pisando em fogo ou espinhos, até ficar somente de cueca.
Os gráficos de Maximo não são dos melhores já vistos em um jogo do Playstation 2. No entanto há muitos fatores que devem ser levados em conta. Para começar nota-se que o acabamento é muito polido. O design de Maximo parece ser meio quadrado, mas as texturas e a modelagem final conseguem camuflar isso. Os inimigos apresentam variedade de design, bem como as animações de cada boneco na tela. Os cenários têm um estilo que mescla a infantilidade com o obscuro, como foi dito acima, lembra bastante as produções de Tim Burtom. A cenografia também possui um acabamento refinado para algo simples. Efeitos de fogo e nuvens no céu não chegam a ser de ultima geração, mas tem o mérito de convencer o jogador. Há um esforço interessante para por vida em cada lugar possível, como nas flores que se movem, gotas de chuva pingando no chão, fogo queimando as casas e etc. Nota-se que há evolução nos cenários conforme avançamos no game. De vilarejos passamos a nos aventurar em montanhas cavernas e até mesmo castelos, todas com diferentes graus de complexidade gráfica, mas tudo sem fugir da simplicidade que marca o game.
O maior destaque da parte técnica fica para o áudio. Os efeitos sonoros são cristalinos e limpos. Serão espadas se chocando com metal, o som dos inimigos caindo em forma de meteoro, explosões, passos e etc. A riqueza sonora é encantadora. A trilha sonora também pode estar entre as melhores já vistas no Playstation 2. Todas ganham um tom orquestrado que beira a ser épico. A execução de cada música é formidável, combinando perfeitamente com o clima de aventura proposto. Já as vozes seguem um padrão de mínima aceitação, até por que o game não apresenta muitos diálogos ou cenas não interativas. Um fato muito curioso nas vozes acontece durante as fases; repare o grito feminino de Help! Presente no game, é muito parecido com o mesmo grito de Help dado por Ashley em Resident Evil 4, que foi lançado um ano depois. Teria a Capcom reciclado o efeito?
Um jogo difícil de não agradar.
Maximo Vs. Army to Zin é um game visivelmente voltado para o publico retrogamer, mas devido à dificuldade amenizada os jogadores mais casuais poderão se divertir bastante, ainda sim, o game ainda pode parecer pouco complexo para um publico mais voltado para games estilo Devil May Cry e companhia. O motor gráfico é visivelmente básico, mas o acabamento torna tudo muito mais agradável. Infelizmente essa simplicidade pode ser encarada como um leve defeito, pois com um acabamento tão apurado é difícil não imaginar como seria Army of Zin caso ele fosse uma mega produção. É muito difícil encontrar algo para se queixar neste jogo. Seu tempo de duração é cabível, os combates com chefes são empolgantes e a diversão é garantida do inicio ao fim. Uma pena que depois deste sensacional título o herói de cuecas tenha sido deixado de lado mais uma vez pela Capcom. Mesmo não sendo um dos games de maior sucesso do Playstation 2, Army of Zin é totalmente recomendado para qualquer idade e publico.
Notas:
Gráficos: 8,5
Audio: 10,0
Jogabilidade: 10,0
Enredo: 8,5
Aprovado:
- Um game essencialmente voltado para os velhos jogadores. Ele mantém tudo aquilo que fazia a cabeça dos jogadores na década de 90.
- Uniu de modo muito sutil elementos mais modernos, como melhorias em armas e compra de itens.
- Jogabilidade precisa e de fácil assimilação.
Reprovado:
- Apesar de possuir um bom acabamento os gráficos poderiam ter sido muito mais ousados.
AVALIAÇÃO FINAL: 10 – ETERNO!

6 comentários:

  1. Tenho ele, já joguei, gostei mas parei por perceber que seria um daqueles jogos que são bem feitos mas são curtos demais. Diversão rápida demais não me agrada.

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  2. fiquei curioso , achava que seria muito infantil. Mas no futuro quem sabe?

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  3. passei aqui para falar que estou prestes a comprar um PS3 mais se o blog desejar continuarei no blog porque nunca vou esquecer do console que me trouxe tantas sentimentos na infancia o nosso querido e eterno PS2 ):

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  4. Muito boa a análise!
    Estou jogando o Ghosts to Glory e realmente trata-se de um jogo altamente recomendável pra quem curte um old school. Assim que terminar com o Ghosts to Glory, irei começar com o Army of zin!

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  5. Curti pra caramba tenho o 1 e zerei o segundo a um bom tempo ele é um bom jogo vale a pena ser jogado.

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  6. esse jogo eh toooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooop

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