5 de fev de 2012

Analise: Silent Hill 4 - The Room



Ano de Lançamento: 2004
Distribuído por: Konami.
Desenvolvido por : Konami.
Gênero: Horror/survival.
Em suas três primeiras edições a franquia Silent Hill se manteve presa na fórmula que deu sucesso a série; sustos, uma cidade deserta e amaldiçoada, monstros atacando e pencas de puzzles a serem resolvidos. Em 2004 a Konami se sentiu segura em dar um Up Grade e seu consagrado título. O resultado foi Silent Hill 4 – The Room, que introduziu uma mecânica diferente e um cenário totalmente novo. O game em si não chega a ser ruim, é mais um daqueles exemplos de boas idéias e más execuções. Quando o jogador se recupera do choque inicial e se acostuma às novidades logo percebe que The Room tem sim o seu valor. O problema está em se acostumar a tais novidades.
Bem vindo a... Ashfield?
Como nos games passados o enredo é o maior atrativo do game, dessa vez parece se focar mais na mitologia de Silent Hill 2. Você é Henry Townsend, que acabou de se mudar para o quarto 102 em um prédio na cidade de Ashfield. Um dia Henry começa a sentir fortes dores de cabeça. Cinco dias depois, quando acorda de um pesadelo, ele descobre que está totalmente trancado em seu quarto, sem chave e sem ninguém. Do nada um buraco abre na parede de seu banheiro. A partir daí que o perturbador e doente enredo de The Room se desenvolve.


A primeira grande mudança do game acontece já no enredo: cuja trama não se desenvolve em Silent Hill, mas sim em Ashfield, uma cidade vizinha. Fãs mais puristas certamente não aceitaram essa troca inesperada de cenário. O game tem duas mecânicas distintas. Dentro do quarto onde Henry está preso o game assume a visão de primeira pessoa, onde você vê tudo na perspectiva do protagonista. Explorar o apartamento é essencial para progredir no jogo. Quando usamos o buraco na parede do banheiro é que temos acesso aos mundos. Isso mesmo! Silent Hill 4 se divide por mundos. Dentro deles assumimos a visão de terceira pessoa clássica da série. É a partir daqui que as diferenças do game começam a pesar nas mãos do jogador.
Ao contrário dos episódios passados, Henry não conta com um rádio para detectar a presença de monstros e nem da lanterna para iluminar os ambientes, mesmo por que os cenários são totalmente claros. A aparição de monstros é marcada pelos ruídos que eles fazem, mas dessa vez são totalmente genéricos, com rosnados ou gritos sem impacto; dentro do que conhecemos da série é claro que tais efeitos não surpreendem como acontecia no passado. A claridade das fases também ajuda a diminuir aquele clima que a Silent Hill sabe criar como ninguém. Dentro dos mundos Henry deve explorá-los e descobrir a relação desse buraco com o seu cativeiro. Os momentos de explorar os mundos poderiam ter sido muito bons, mas isso é quebrado pelos constantes retornos ao quarto. Ao longo das fases você encontrará vários buracos que dão a possibilidade de voltar ao apartamento. Infelizmente o jogador é obrigado a voltar sempre que avista um novo; primeiro por que só é possível salvar seu jogo no apartamento, segundo por que eventos paralelos ocorrem nele, seja um bilhete deixado debaixo da porta ou por uma simples espiada no olho mágico, mas sem executar esses simples procedimentos é impossível prosseguir na história. A idéia é interessante, mas acontece com uma frequência absurda, resultando na quebra da dinâmica do game.
Levando só o necessário.
A mecânica da busca de itens continua, mas aqui também houve mudanças. Agora Henry tem um limite de itens que pode carregar, forçando o jogador a selecionar cuidadosamente o que deve levar para os mundos. Geralmente um item coletado em um mundo não terá utilidade em outros, o que acaba facilitando na hora de decidir o que leva. O inventário de itens agora é acessado em tempo real, possibilidade interessante nos momentos de puzzles, mas um grande problema nos combates. Falando neles, parece que a Konami só fez piorá-los em relação à Silent Hill 3. Se a munição era contada nos games anteriores então aqui ela praticamente entrou em extinção. Os inimigos parecem mais fortes, mais resistentes e muito mais rápidos do que nunca, de modo que as armas brancas não dão conta do recado. Reze para nunca precisar trocar de arma durante uma luta, se não vai ter mais raiva ainda, já que o problema aqui é semelhante ao de Castlevania Lament Of Inocence: trocar o equipamento durante uma luta deixa Henry vulnerável. Para completar existe um novo tipo de inimigo no jogo, os fantasmas, mas estes não podem ser derrotados; o máximo que se pode fazer é usar um amuleto que os paralise temporariamente. Os controles também estão modificados, agora quando você dá o comando para Henry andar para trás ele muda de direção em vez de andar de costas.
As mudanças em The Room são contundentes, mas não chegam exatamente a destruir a obra toda.após algum tempo jogando e se habituando ao novo esquema de jogo começamos a ver as coisas boas presentes no título. Para começar, esse consegue ser o Silent Hill mais aterrador até aqui.seu enredo está muito mais fincando na confusão mental do que os outros, além da assimilação a rituais satânicos. É impressionante assistir aos personagens morrerem e não poder fazer nada, e cenas assim são bem trabalhadas e atordoantes. O game também pega mais leve nos puzzles, que são muito simples, poderia dizer até simples demais para um game do gênero. Parece que a Konami quis fazer algo mais convidativo a jogadores menos pacientes e mesmo que não gere o mesmo desafio aos mais experientes esse publico ficará contente em ver que não há enigmas que causam travamento em alguma etapa do game. Silent Hill 4 é o título de franquia mais longo até aqui, mas de uma maneira negativa. Na segunda parte do jogo temos que revisitar os mesmos mundos ao mesmo tempo em que servimos de guarda-costas e fugimos de um assassino.
Tecnicamente assustador.
A ordem de inovar foi expandida nos gráficos, que estão belos e detalhados. A claridade dos cenários ajuda a expor seus detalhes e os ambientes são bem variados. Mesmo não estando em Silent Hill temos um hospital, embora passe longe de ser tão assustador como em seus antecessores. Há cenários absolutamente bizarros, como a habitação onde há pessoas saindo de dentro das paredes, uma floresta sombria e uma cabeça gigante em uma sala de hospital. Os personagens também mantiveram o nível de qualidade dos cenários, bem modelados e ricos em expressão facial. O que mais chama atenção foram os monstros, que ganharam um design diferente, indo além daquelas criaturas negras e disformes de sempre. Os cães são bem detalhados e os fantasmas também ficarem bem animados. No quesito sonoro ouve uma notável regressão, já que não existem mais aqueles ruídos angustiantes de antigamente, prejudicando o clima do game.
Silent Hill 4 – The Room arriscou sair de sua zona de conforto ao fazer tantas modificações. O resulto foi um game mediano, que não chega a ser ruim, mas acaba se atrapalhando graças a uma série de falhas que são impossíveis de ignorar. Intercalar entre o mundo externo e visitar ao quarto teria sido mais interessante, mas o recurso é usado com exagero e força demais a barra. A segunda parte do game se torna entediante demais, sendo visível que só está ali para tentar alongar a experiência. O enredo mais uma vez consegue ser o prato principal, trazendo um personagem muito estranho e uma série de imagens violentas, talvez até mais chocantes que qualquer outro jogo da série. Se você conseguir ignorar alguns momentos de monotonia e um sistema de combates medíocre com certeza vai passar bons momentos de tensão com The Room.
Notas:
- Gráficos: 9,5
- Audio: 8,5
- Jogabilidade: 8,0
- Diversão: 8,5
APROVADO:
- História bem amarrada e instigante. O protagonista Henry Townsend é singular quando comparado aos heróis das edições passadas.
- Gráficos melhorados.
- Clima perturbador e violento.
- Puzzles mais simples e amigáveis.
REPROVADO:
- Jogabilidade mal trabalhada.
- Retornar ao quarto o tempo todo torna o game muito monótono e prejudica a dinâmica.
- Da metade para o fim o game fica cansativo por repetir os cenários já visitados.
- Parte do ambiente clássico foi deixado de lado.

Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.


11 comentários:

  1. Esse foi o pior da série principalmente pela história mal elaborada, mas eu como fã ja zerei ele e todos os outros

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  2. façam a analise do shattered memories lançado em 2010

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  3. A anlise de silent hill shattered memories ja foi feita

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  4. Ja foi feita a análise de todos os silent hill de ps2, agora podiam fazer uma do silent hill de PSX para terminar.

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  5. Lembrando aos amigos. Temos um link para pedido de análises. Vamos deixar as sugestões no link direcionado para isso. Tenham certeza que a equipe da PS2 Eterno está lendo seus pedidos e todos seriam devidamente atendidos!

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  6. Também falei desse jogo no meu blog, porém em uma visão muito mais pessoal. Parabéns, ótima análise

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  7. zerei não vi tantos defeitos basta se acostumar com as mudanças e o jogo fica muito bom

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  8. É mais ou menos, não assusta muito, o enredo não é dos melhores sem esquecer que é bastante difícil e complicado.

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  9. Legal seu artigo, uma analise bem técnica apesar de tudo, mas eu compartilho de uma opinião diferente, eu tenho um artigo detalhando um pouco o enredo do jogo pra quem se interessar.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. ola o Henry gosta de mi e Eileen nao presta porque ela ja faz amor com o meu namorado chama se Henry e ela e PORCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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