19 de fev de 2012

Análise: Ghost Rider



Ano de Lançamento: 2006.
Distribuído por: 2K Games.
Desenvolvido por: Climax.
Gênero: Ação.


Mesmo não sendo o herói mais popular do universo Marvel o Motoqueiro Fantasma também ganhou sua aventura nas telonas. O filme estrelado por Nicholas Cage fez um grande sucesso, sendo seguido pelo game lançado para PS2, PSP e Xbox. Ghost Rider não foge a regra básica desse tipo de produção; um game feito às pressas, sem inovação, sem personalidade e com intuito de se aproveitar do filme para promover vendas. Ainda sim há alguns quesitos interessantes no game, ajudando a salvar parte da produção. Se você não for o tipo de jogador exigente vai conseguir se divertir nas mínimas 4 horas de duração que Ghost Rider possui.

O caçador do inferno.



Johnny Blaze é um acrobata de motocicleta que vende a sua alma para um demônio chamado Mephisto em troca de salvar a vida de seu padrasto. Por ser propriedade do Diabo Johnny assume a forma do Cavaleiro Fantasma, uma entidade responsável por fazer o “trabalho sujo” do anjo caído. A história do game não é exatamente a mesma do filme. Johnny se recusa a cumprir sua parte do acordo. Então Mephisto sequestra sua namorada, Roxanne para obrigar Johnny a caçar Blackheart, que deseja unir o inferno a terra. Agora Blaze não terá escolha se não assumir a identidade do Motoqueiro Fantasma para salvar sua amada e o seu mundo. O enredo é bastante simples e sem criatividade alguma, de modo que o seu final é previsível e pouco encantador. Parece que a história é direcionada aos fãs dos quadrinhos, em certo ponto conta até com a participação de Blade. Provavelmente mesmo os fãs vão achar a trama rala e sem vida.

A Climax, estúdio responsável pelo título, não se esforçou para esconder que a principal inspiração de Ghost Rider vem de God of War. O game se foca em combates ao estilo Hack in Slash, com inimigos que surgem de todo o canto e cercam o personagem. A mecânica é divertida, para alguns apenas no inicio (é uma questão de opinião). A principal arma do motoqueiro são suas correntes, que possuem uma série de golpes. Os combos são variados e em geral existe alguma personalidade nos movimentos. Seguindo o exemplo de Devil May Cry são dados rankings aos combos. Alguns inimigos possuem barreiras que só podem ser quebradas após atingir uma nota bem alta. A possibilidade chega a ser interessante, mas com tantos inimigos atacando de uma vez e a confusão na tela faz Johnny ser atacado constantemente, precisando acumular pontos de ranking tudo de novo. Infelizmente o game se resume em duas mecânicas distintas: Bater e correr (correr de moto é claro). Em ambos casos usados de forma exageradamente maçante. A variedade de golpes ameniza a repetição extrema de combates, já que se torna divertido executar diferentes ataques combinados, até uma arma de fogo é possível usar. Abater demônios confere orbs, descaradamente usados para destravar novos golpes, aumentar o poder dos ataques e também alargar a barra de energia vital e Link Charge. O Link Charge permite Blaze usar explosões para destruir vários monstros de uma vez na tela; também possibilita usar o olhar da penitência, que destrói apenas um inimigo na tela. As possibilidades até chegam a divertir, mas a diversão esbarra na baixa dificuldade que o game apresenta. Não é preciso se dedicar demais para acumular orbs. Os melhores golpes são habilitados cedo demais e o game acaba ficando fácil demais. Os inimigos se repetem a exaustão devido a pouca variedade de monstros no jogo e a ausência de trechos de puzzle pode frustrar um publico que gosta da combinação combate e aventura presente nas aventuras de Kratos. A comparação pode ser cretina, mas é exatamente em God of War que Ghost Rider se inspira, ou pelo menos tentou.

Dando um “role”!

A segunda parte do game acontece em duas rodas. Esses momentos podem não ser tão empolgantes quanto os combates, mas tentam adicionar alguma variedade no título. Essas fases consistem basicamente em atravessar uma área repleta de demônios, disparando contra eles e atravessando obstáculos pela pista. A direção da moto é parcialmente boa, pelo menos quanto se está no solo, mas basta pular uma rampa para perder totalmente o controle sobre o veículo. Tudo acontece muito rápido na tela, e entre tiros e saltos é inevitável sofrer muitos acidentes ao longo do trajeto. Esses momentos são os melhores para acumular orbs, e embora alguns acidentes bobos irritem dirigir a moto de Blaze é bem divertido.


Os gráficos estão de médio pra baixo. A primeira fase apresenta um design muito legal e vivo, com fogo, lavas ardentes e poços de sangue. Mas detalhes mais vivos não foram continuados nos ambientes que se seguem. Em geral a cenografia está dentro do contexto do game, mas a simplicidade da cidade explorada a partir da quarta fase beira a ser ridícula. Faltam detalhes e um número maior de objetivos a quebrar no caminho. Os inimigos apresentam um design aceitável, bem como o próprio motoqueiro, mas o Playstation 2 já viu modelagens muito melhores, então esse quesito não chega a ser feio, mas não passa aquela sensação grandiosa que um Devil May Cray passa, por exemplo. Em vez de cenas não interativas a história é contada através de cenas em quadrinhos, algo estático que acaba passando batido. No entanto o game possui efeitos visuais interessantes nos combates, com iluminação de fogo e de raios a toda hora, causando um impacto empolgante nessas horas. Os efeitos sonoros ajudam a causar a impressão grandiosa nos combates, com demônios gritando em todo momento e efeitos de golpe fortes e altos. O som da moto é um tanto fraco para os padrões atuais, mas não chega a ser desprezível . A trilha sonora se inspira em rock, sendo agradável, mas não memorável. Para quem jogou a versão do GBA vai ver que a trilha de ambas versões é exatamente igual.

Descartável depois.


Ghost Rider não é exatemente ruim, mais não tem condições de competir com outros títulos no mercado, sendo um game sem relevância que serve apenas para ganhar dinheiro em cima de um filme de sucesso. A mas falta de variedade o deixa cansativo após um tempo. A jogabilidade é boa nos combates, mas a dificuldade acaba não exigindo muita coisa do jogador. As partes de moto também perdem a força com o tempo, embora apresente qualidade. O mal de Ghost Rider não foi o de usar a mecânica de God of War, mas em ter usado de maneira superficial. Há uma generosa quantidade de extras, principalmente para os fãs, alguns deles fazem do cavaleiro invencível e deixam o game ainda mais fácil. Os fãs do Cavaleiro podem ficar felizes, pois mesmo que não seja dos melhores um game do Motoqueiro Fantasma. Se você estiver procurando apenas descer o cacete em uma legião de demônios então o título pode agradar. Pessoalmente eu me divertir, por que às vezes é bom jogar algo que não exige muito, acabando sendo uma opção boa em termos de jogo casual.


Notas:
Gráficos: 7,0
Audio: 9,0
Jogabilidade: 8,5
História: 7,0.
Diversão: 7,5.


Aprovado:

- Boa variedade de golpes para usar.
- Parte sonora bem trabalhada, embora não seja memorável.
- Extras para os fãs.


Reprovado:

- Mecânica extremamente repetitiva.
- Gráficos muito fracos para a época.
- Game curto demais.
- Fácil demais.
Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.

8 comentários:

  1. me disseram que esse game era melhor que god of war.
    isso só pode ser brincadeira!

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    Respostas
    1. acredite esse jogo n e melhor q god of war
      mas na minha opinião ele e meio repetitivo(motoqueiro fantasma).
      isso deixa o jogo chato

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  2. kkkk ta certo que Ghost Rider não é o pior jogo da história, até q dá pra se divertir com ele. Mas falar que é melhor que God of War é uma puta falta de sacanagem xD

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  3. Este game é ótimo, me matei jogando. Ele consegue ser diferente dos outros Hack 'N Slash, que são a maioria uma porcaria (Como God of War). Nele você não aperta quadrado e triângulo até zerar o jogo.

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  4. e em gow vc so aperta quadrado e triangulo ate zerar o jogo ??? seu @#$% so ñ chingo em respeito ao blog q eu adoro

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  5. ó filho da puta gost rider é o melhor jogo para min o god of war jata manjado

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  6. filho da puta dizendo que god of war e ruin fdp mesmo ne que cocorda que o filho da puta e um viado desgraçado que tem que tomar no cu da joinha

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