18 de out de 2011

Análise: Obscure



Desenvolvimento: Hydravision Entertainmente Team Silent;
Publicação: DreamCatcher Interactive
Plataforma: PS2 e XBOX e PC;
Lançamento: 1 de Outubro de 2004;
Gênero: Terror;
Modos de jogo: Single Player e MultiPlayer;
Classificação: ESRB: M

O gênero horror/survival é particularmente difícil de ser inovado, não que isso seja impossível, mas pelo fato de que as produtoras sempre se preocupam em copiar a formula consagrada de Silent Hill e Resident Evil, quando finalmente uma luz no fim do túnel aparece a mesma acaba sendo apagada em poucos momentos. Assim acontece com Obscure, promissor game lançado pela Hydravision em 2005, um típico título que traz boas idéias, mas não se aprofunda nenhum pouco e acaba sendo mais um jogo razoável no mercado. O enrendo do game desenrola-se na escola publica Leafmore. O protagonista é Kenny Matthews, que desaparece após ficar até mais tarde no ginásio jogando basquete. No dia seguinte os seus amigos; Shannon, Josh, Stanley e Ashley ficam sabendo do desaparecimento do amigo no prédio e decidem ficar até depois da aula, para descobrir o que aconteceu com Kenny. Logo eles iram descobrir que durante a noite o colégio Leafmore é palco de criaturas mais bizarras que seus professores.

A escola pode sim ser um terror.

O ambiente de Obscure é sem dúvida alguma original. Depois de uma rápida introdução o game avança de forma satisfatória. Você tem a sua disposição cinco personagens jogáveis, cada um com sua habilidade em comum: Shannon pode curar um amigo em pouco tempo, Josh usa seu faro jornalistico para dar dicas ao jogador, muito útil quando você está na dúvida se há ou não algo mais para procurar em alguma sala; Stanley pode arrombar fechaduras e cadeados e Ashley é ótima nos momentos de briga. Dos cinco personagens somente dois podem ser controlados pelo jogador, sendo que o segundo é controlado pelo computador, e geralmente segue as mesmas ações que você der ao personagem que estiver de fato controlando, essa experiência cooperativa fica mais gratificante se for feita com dois jogadores. Infelizmente você não tarda a perceber que a possibilidade cooperativa é pouco explorada, trazendo raras situações onde o uso dos dois personagens se torna realmente necessária; mesmo as habilidades que cada personagem tem acabam ficando de lado, por exemplo, Stanley pode arrombar qualquer fechadura, mas depois que você adquire um item que tem a mesma função a habilidade de Stanley se torna descartável. É triste ver quando um elemento interessante e promissor e deixado de lado em um game.


As criaturas de Obscure são interessantes, pois não basta atirar nelas, é preciso enfraquecê-las com luz. usando fita adesiva é possível juntar uma lanterna a uma arma; ao apontar a luz para um monstro ele fica mais vulnerável, facilitando o seu exterminio, por isso é bom ter cuidado ao usar a lanterna, pois a bateria é gasta conforme o seu uso. Apesar dessa criativa forma de matar os inimigos o sistema de combate em Obscure segue a mesma lentidão de títulos como Silent Hill. O game tem mais momentos de combates do que é normal em um jogo do gênero, mas também há aquelas horas reservadas para investigar, buscar itens e chaves que darão acesso a novas áreas. A ambientação do game funciona de maneira incrível, com salas escuras e ambientes hostis. Sempre que um inimigo surge uma sobre negra fica em volta dele, dando mais tensão ao jogador na hora de enfrentar essas terríveis criaturas. Pelo menos isso Obscure garante, sustos e tensão do inicio ao fim.


Os gráficos são bonitos e bem acabados, porem ficaram "modestos"demais, por assim dizer. O cenário se esforça ao máximo para ser um tipico colégio publico, e consegue passar isso de maneira simples e divertida. A ambientação é pesada e solitária, mas ao mesmo tempo lembra um filme de terror adolescente. Isso acaba sendo positivo, pois o terror psicológico apresentado em Obscure conseguiu algo que eu nunca vi em nenhum outro título do gênero; se destanciar daquele clima a lá Silent Hill. Os personagens são bem trabalhados, mas também não conseguem impressionar. Os monstros chamam atenção pelo fato de serem uma visão inexplicável, passando ao jogador a sensação de que ele está enfrentando algo realmente desconhecido. Em se tratando de ambientação o som ajuda muito, já que a trilha sonora é composta por peças orquestradas, pontuadas por vozes de coral. Essas músicas se encaixam de forma primorosa no clima que Obscure propoem, as dublagens são aceitáveis, mas também não é nada muito expressivo.

Obscure tinha tudo para ser um título digno de entrar para a história do Playstation 2, infelizmente acabou sendo só mais um entre muitos. Seus gráficos modestos poderiam ter sido mais ousados, pois acabam passando a impressão de serem de um jogo que parou no tempo. A jogabilidade apresentava um leque de possibilidades ao usar mais de um protagonista, mas a oportunidade passou batida pela produtora, mas ficou em cheio nos fãs de horror/survival, que esperavam algo realmente novo na experiência. A trama a principio é bem explorada, mas esse foco é perdido a medida que você avança no game. Obscure é um game que eu recomendo a qualquer fã do gênero, mas não espere algo além do razoável.


Prós

- Boa ambientação;
- Originalidade;
- Mais de um personagem jogável.

Contras


-Gráficos ultrapassados;
-Boas chances de jogabilidade que não foram aproveitadas;
-Cansativo depois de certo tempo.

Diversão: 8,0
Jogabilidade: 9,0
Gráficos: 7,0
AI: 7.0
Áudio: 10,0

Nota Final: 8,2




4 comentários:

  1. os gráficos desse jogo esta muito bom, a nivel de um jogo normal de ps2 (mediano) acho que n deveria ser umm contra, curti os gráficos até.

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  2. esse jogo é massa! ja zerei 5 vezes!

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  3. eu ainda nao o joguei mais parece ser muito massa eu so joguei o obscure the aftermath

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  4. A Habilidade do Stan se tornar descartável?? Não creio... Ja cheguei a passar uma parte em que monstros me encurralaram e eu precisava destrancar uma porta, o Stan destranca muito mais rápido do que qualquer personagem que usa um lockpick e tem que esperar aquela barra encher...

    Adorei esse jogo!

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