23 de dez de 2011

Analise: Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII





Ano de lançamento: 2006.
Gênero: Ação/RPG.
Desenvolvedora: Square/Enix.

Do ponto de vista comercial Final Fantasy VII é o episódio de maior sucesso da franquia, ainda que fãs mais tradicionais o encarem como um game cheio de clichês, colocando FFVI no pedestal. Seja como for, é inegável a importância que Final Fantasy VII possui, não apenas dentro da franquia, mas também no universo do RPG´s eletrônicos. Seu sucesso foi tão grande que muitos jogadores esperaram arduamente por uma continuação da história, ou até mesmo um remake do game para as atuais plataformas de games. Em 2006 a Square/Enix trouxe de volta Cloud e sua turma na compilação Final Fantasy VII; um longa metragem (Advent Children), um game para celular (Before Crisis) outro para PSP (Crisis Core) e o fatídico Dirge of Cerberus, que foi lançado exclusivamente para o Playstation 2. A idéia da compilação era usar os games para contar eventos de antes ou depois dos acontecimentos do game original, bem como o filme, que traz uma nova trama que relata eventos após a queda da Shinra.
Contando a história de Vincent Valentine.

Além de expandir o universo de FFVII a compilação também se propôs a desvendar alguns mistérios do enredo, como a história de Zack, por exemplo. No caso de Dirge of Cerberus o centro das atenções é Vincent Valentine, que no game original era apenas um personagem opcional; fato que fez seu enredo ser o menos desenvolvido dos demais heróis do grupo. Por esse motivo veio à necessidade de contar com mais detalhes o passado que, segundo o próprio protagonista, o condena. A trama ainda encontra espaço para explicar fatos interessantes em relação à criação de Sephiroth. Se você é um fã de carteirinha de FFVII (tipo eu, por exemplo) certamente vai ser divertido reencontrar alguns personagens clássicos como Yuffie, Hojo e Cait Sith, caso contrário, a trama dificilmente vai empolgá-lo; mesmo por que só quem realmente conhece a história completa vai entender alguns detalhes. Três anos se passaram desde a queda da Shinra. Reeve, que era o piloto do robô Cait Sith agora lidera uma equipe que previne danos ao planeta. No entanto, uma organização chamada DGS surge, com a missão de invocar a Final Weapon Omega, mas isso só será feito se Vincent cooperar. Para descobrir todos os objetivos da DGS Reeve pede a ajuda de Vincent, que decide lutar contra a organização que quer capturá-lo. É nesse cenário em que o passado sombrio do atirador é contado.


Apesar de carregar o título de peso da Square, Dirge of Cerberus é mais centrado na ação. Em vez de combates por turnos ou jornadas longas o game joga Vincent no fogo cruzado, sendo um completo jogo de tiro em terceira ou primeira pessoa. Os cenários são amplos, e ainda que seja linear há espaço para explorar e adquirir itens extras. Dirge of Cerberus basicamente se resume em atirar, pular e matar, intercalando com poucos momentos de busca que não complicam em nada o game. Os combates a principio são interessantes, mas a simplicidade da mecânica os tornam cansativos rapidamente, por vezes o jogador optará nas investidas corpo, na tentativa de variar um pouco; mas ao fazer isso Vincent fica aberto a ataques ferozes, o que pode resultar em mortes desnecessárias. O sistema de mira é bem amigável, trazendo uma calibragem ótima para experientes e mira automática para novatos. O que realmente incomoda é que não há nenhuma estratégia que aumente a variedade do esquema de tiro, tornando as fases intermináveis momentos de “apontar e atirar” que tira o brilho da experiência em questão de pouco tempo.
Evoluindo na base do tiro.
Em se tratando de um game baseado no clássico FFVII era de se esperar que alguns elementos do game se fizessem presente aqui, mas é preciso frisar que algumas coisas foram mal aproveitadas. Assim como em um RPG Vincent pode aumentar de level a medida que avança na aventura, mas isso só acontece após concluir uma missão ou em um game over. Mas a verdade é que o jogador dificilmente sentirá nas mãos as mudanças de atributo, dando a impressão que o sistema foi incluído por pura obrigação. Já o arsenal de Dirge of Cerberus merece destaque, em vez de adquirir armas você as monta conforme junta as peças, bem como também combina diferentes tipos de matéria para criar tiros mais poderosos que podem ser decisivos em alguns chefes de fase. É possível comprar e acumular itens de cura, é até fácil encontrar poções ao matar inimigos durante as partidas.

No entanto, o maior defeito de Dirge of Cerberus consiste no seu roteiro, que apesar de interessante não consegue ser muito empolgante, mesmo os fãs da franquia notarão que a narrativa é muito arrastada. As cenas não interativas são longas, bem animadas e até tentam se empenhar em envolver o jogador, mas parece que tudo resulta numa tentativa frustrada de forçar a imersão do jogador. Parte disso é culpa da fraca relação que o título cria com Final Fantasy VII. O game introduziu novos personagens e vilões, mas esqueceu de torná-los carismáticos, ou faltou personalidade mesmo. Talvez os momentos mais interessantes do enredo aconteçam na citação de algum evento do passado da série, em um flashback envolvendo a história de Vincent ou na aparição de algum personagem clássico. Fora isso, o enredo principal carece de carisma e da espontaneidade que todo fã de Final Fantasy conhece.
A parte gráfica é bem interessante, usando de detalhes bem legais na construção dos cenários, mas poucos ambientes são de fato inspirados na sua fonte de criação, mas aqueles que se fazem presente (a cidade de Kalm ou a mansão Shinra, por exemplo) mostram que a Square/Enix se esforçou para recriá-los bem nesse universo do PS2. Os personagens também foram bem animados e se mantém fiel à arte original do game do PSX, mas vamos concordar que poderiam ter variado nos inimigos, que são quase sempre os mesmos. Efeitos de explosão foram muito mal executados, já que não conseguem transmitir um impacto convincente ao jogador. Mas se há algo que realmente surpreende são as cenas não interativas, que se equiparam ao nível de qualidade de Advent Children. Alguns efeitos sonoros são interessantes, como o das armas, por exemplo; outros são mal executados e carecem do mesmo impacto de alguns efeitos gráficos. A trilha sonora é bem feita e traduz bem o clima de ação do título, só que mais uma vez o game original foi esquecido. Final Fantasy VII tem uma das melhores trilhas de todos os tempos, e ignorá-la em um game baseado no mesmo é um pecado que não da pra perdoar.
Nem chegou perto.
Dirge of Cerberus tinha um grande potencial em mãos, mas que não teve metade das boas idéias aproveitadas. Os combates são muito simples para os padrões atuais e logo perdem o fôlego. A aventura em si não chega a ser ruim, mas não dá motivos a um replay. Após o termino da campanha principal é aberto um leque com 45 missões extras, o que pode ser uma boa para quem quiser prolongar a vida útil do título. Descobrir mais do passado de Vincent é interessante, mas o enredo central é fraco, com personagens sem inspiração, muito abaixo do que a produtora consegue, e sabemos que a Square/Enix pode fazer algo muito maior. Dirge of Cerberus vale uma conferida, mas não apresenta motivos para se tornar um clássico absoluto, nem na franquia Final Fantasy e nem dentro do gênero ação.
Gráficos: 9,0
Audio: 8,0
Enredo: 4,0
Jogabilidade: 7,0
Notal Final: 7,5
Prós:
- Alguns detalhes do passado de Vincent são esclarecidos.
- Sistema de montagem de armas.
- Gráficos bem trabalhados
Contras:
- Mecânica pouco variada.
- Poderia ter se aprofundado um pouco mais no game original.
- 70% da trama principal muito fraca e sem personalidade.

7 comentários:

  1. um belo post em homenagem ao Natal! vlw...

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  2. to preparado pra ser xingado por possíveis fãs da franquia FF kkkkk

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  3. Esse jogo é muito foda,confesso que não sou fã de ff mais esse foi um dos jogos mais fodas q joguei com certeza vale a pena!

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  4. Esse foi o pior jogo de toda a série FF, nem deveria ser lançado isso, com toda razão !!!

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  5. Só não digo que foi o pior jogo da Série Final Fantasy porque o jogo não é RUIM, o esquema é que todos os outros jogos da franquia são EXCELENTES, e como fã de carteirinha, é legal ver a história de um dos personagens controláveis mais "apagado" do Final Fantasy VII" com outros olhos.

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  6. esse jogo nao q seja ruim mais eu esperava um jogo rpg como os outras mais parece ser legal

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  7. esse jogo é fantastico, *---*
    e vai tomar no cú de quem não gostou ((:

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