26 de nov de 2012

Analise: Need for Speed Underground II

Fonte da analise: http://gamehall.uol.com.br/v10/need-for-speed-underground-2/
Para min, um dos melhores jogos de PlayStation 2.


Em 2001, estreou nas telonas dos cinemas o filme Velozes e Furiosos, que teve sucesso considerável, principalmente entre os jovens que sonhavam em pilotar as potentes e atraentes máquinas japonesas em altas velocidade. Aproveitando-se do sucesso do filme, nasceu a série Underground em 2003, que foi muito bem aceita pelos jogadores, rendendo uma continuação direta após um ano. Underground 2 supera seu antecessor em todos os aspectos, tendo mais carros, mais opções para modificar seu veículo além de um mundo aberto grande e bem projetado.


Bem vindo a Bayview

Seis meses após se tornar um piloto em Underground (game anterior), você é convidado para uma corrida onde acaba tendo seu carro completamente destruído por Caleb. Após um tempo afastado, o jogador é convidado por Rachel (a modelo Brooke Burke dublou e emprestou suas feições para personagem) a vir para Bayview para que o jogador torne-se novamente o número um e desbanque o então atual Rei das Pistas, Caleb. É importante frisar, não vale a pena perder tempo prestando atenção na história que é contada durante o game como se fosse uma revista em quadrinhos; único objetivo da história é dar um motivo para que você possa acelerar loucamente pela cidade e somente isso, portanto, pule as cenas de história e divirta-se.




Mundo aberto e bem feito

Você inicia o game no Aeroporto, com um Nissan 350z emprestado por Rachel (quem dera ter amigos assim). Logo de cara algumas instruções são passadas ao jogador, como o funcionamento do mapa e caixa de mensagens, onde você terá notícias de novas peças, carros e outras informações úteis. Após tomar controle do possante e dar umas voltas pela cidade começamos a perceber o ótimo trabalho da EA na criação de Bayview, uma cidade viva e cheia de luzes, com letreiros e placas luminosas, sinalizações de transito, ruas estreitas, auto-estradas e muitos outros elementos que fazem o jogador realmente se sentir em uma legitima cidade norte americana.

Bayview é divida em várias regiões, passando desde o característico centro de uma cidade metropolitana a áreas mais luxuosas, montanhas e parques industriais. Inicialmente, o jogador terá liberado somente o centro da cidade e conforme avança no game as demais áreas são liberadas. Cada ponto de Bayview possui uma característica própria, seja com curvas fechadas e sinuosas como nas montanhas, ou ruas mais estreitas e irregulares do parque industrial, variando bem e trazendo prédios e construções que casam com o ambiente, além de um bom trabalho de maquiagem, conferindo a cada região uma cara única.

Outro ponto bacana é que a cidade possui sinalizações de transito e placas mostrando caminho para as diferentes localidades da cidade e que realmente funcionam, fazendo o jogador chegar ao seu destino caso escolha seguir essas sinalizações, o que ajuda ainda mais na imersão, além dos “veículos de transito” que contribuem para dar vida a Bayview. A cidade é grande e garante vários trajetos diferentes, com diversas configurações de pistas, que privilegiam tanto a velocidade quanto o seu oposto, onde é preciso ter mais cautela e usar mais o freio. Fora isso ainda tem alguns secretos e informações que rendem alguns dólares extras na conta, além de corridas secretas que incentivam o jogador a explorar a cidade.

Personalize da maneira que quiser

Um dos pontos altos do game é definitivamente o fator customização dos carros. A quantidade de elementos para equipar e modificar os possantes japoneses é IMENSA, podendo modificar praticamente TUDO no seu carro, desde carroceria a faróis, retrovisores, rodas e até o velocímetro. As opções são tantas e tão variadas que é possível criar vários carros do mesmo modelo e deixa-los completamente diferentes um do outro, com as diferentes peças para a carroceria, pintura e artes características da cultura tuning, como grandes desenhos e os famosos neons, além de muitas outras mudanças estéticas como a cor dos vidros, faróis, além de personalizar completamente um sistema de som poderoso, Body Kits, e por ai vai. São tantas as opções que seria preciso gastar muito espaço somente para falar delas.


É obvio que também existem as mudanças mecânicas, onde você envenena seu possante com várias peças diferentes, mexendo desde o motor aos freios e redução de peso do veículo. Também é possível fazer algumas regulagens no carro, como mudar as marchas, tornando-as mais longas ou mais curtas, porém a configuração padrão já é o suficiente para tirar rachas emocionantes e vencer as provas; claro que aqueles com conhecimento suficiente para fazer alterações precisas terão vantagens, mas nada muito grande que chegue a desequilibrar o game. Com tantas opções e uma quantidade generosa de carros – ao todo 31 carros licenciados – você passará boa parte do game somente personalizando e modificando os veículos a seu bel prazer.

Vários tipos de corrida além dos eventos especiais

Existem ao todo oito tipos de corrida em Underground 2. Drift, onde é preciso fazer derrapagens para acumular pontos; Drag, corridas de arrancadas; Circuit, corridas com determinado número de voltas; Sprint, corridas onde é preciso chegar do ponto A ao ponto B; Street X, pistas pequenas similares as de drift, com muitas curvas fechadas e três openentes; Outrun, que são os rachas pela cidade; e Underground Racing League (URL), corridas em circuitos fechados fora da cidade e com pegadas mais profissionais, que acompanham a trama do game.

Com excessão das corridas de Sprint e Circuit, que são muito parecidas entre si, os demais tipos possuem características próprias além de um nível de desafio e exigência correspondente a cada uma; falarei um pouco de cada uma delas adiante. Vencer as provas além de abrir novos itens, carros e render dinheiro, abre a possibilidade de participar de eventos especiais além de atrair patrocinadores, que garantem mais dinheiro ao jogador além de abrir mais espaços para jogador na garagem, podendo adquirir mais carros conforme o tempo.

-Circuit e Sprint: são pistas onde os trajetos são feito na própria cidade contra três oponentes e são bem acessíveis, onde um erro não significa perder a corrida além de serem divertidas e variadas, com vários trajetos diferentes que conseguem evitar a repetição por um bom tempo; nos estágios finais do game as corridas começam a se repetir, muito também pelo game ser extenso – cerca de 10 a 14 horas.

-Drift: são feitas em circuitos fechados fora dos limites da cidade e ao norte de Bayview, onde ficam as montanhas e são basicamente derrapagens para acumular pontos; quanto mais rápido e maior for o tempo “deslizando” maior é a pontuação, caso bater o carro os pontos zeram. Nas montanhas o jogador além de preocupar-se em “drifitar” com eficiência tem de estar atento com os veículos de rua, para evitar perder preciosos pontos, uma vez que as provas nas montanhas são bem mais exigentes. Há variâncias que rendem mais pontos, como drifitar próximo as bordas das pistas ou a carros de rua.

-Street X: são similares as corridas de drift, com circuitos fora dos limites da cidade e com várias curvas fechadas. A diferença obvia é que se trata de uma corrida normal, porém devido ao formato das pistas é difícil imprimir muita velocidade e não será incomum ficar trocando entre segunda e terceira marcha. O nível de dificuldade aqui é alto já que dificilmente o jogador consegue imprimir grande velocidade para fazer ultrapassagens, portanto, o início da prova é crucial; normalmente são quatro voltas.

-Drag: corridas de arrancadas onde a mudança manual de marcha é obrigatoriamente manual. É preciso trocar as marchas de acordo com uma marcação para não perder milésimos de segundos preciosos e muitas vezes o que define o vencedor são os detalhes. O grau de exigência é alto, já que trocas de marchas mal feitas praticamente te tiram da disputa e batidas eliminam o jogador da corrida.


-URL: disputadas fora dos limites da cidade, com toques mais profissionais além de acompanharem a trama do jogo. O número de adversários é maior e adota sistema de pontos, sendo que cada colocação rende pontos diferentes (há eventos de URL que são mais de uma corrida). O maior problema aqui é a repetição a exaustão, o que cansará o jogador logo; como premiação, os eventos URL’s abrem novos carros, além de renderem mais dinheiro.

-SUV: corridas especiais para os SUV’s esportivos, onde somente este tipo de carro compete. O problema é que as Suv são MUITO ruins de dirigir. Para diferenciar a jogabilidade dos demais carros, as Suv viram muito menos além de terem menor rotação no motor, o que as tornam lentas em marchas curta e praticamente impossível de se fazer curvas em alta velocidade – se tornará um exercício de paciência efetuar curvas. Além disso, os eventos destinados as Suv’s são poucos e para piorar, só existem três opções de carros na categoria suv para escolher.

-Outrun: é possível chamar adversários para apostar rachas pela cidade; o seu oponente da um sinal com farol, ao apertar um botão específico à corrida é aceita e começa. Para vencer é preciso tomar uma grande distância do carro adversário. O problema é que essas corridas são simplesmente frustrantes, isso porque é muito difícil vencê-las sem se utilizar de métodos ilícitos, como jogar o adversário para fora da pista. Os oponentes simplesmente vão te perseguir o tempo inteiro numa distância em que você lidera, porém não o suficiente para vencer; esse “pega-pega” pode durar mais de 5 minutos em alguns casos. O que deveria ser uma adição para dar variedade e sair da mesmice acaba se tornando um fator completamente dispensável que poderia ser corrigido com algumas mudanças simples, como definir um ponto no mapa para ver quem chega primeiro ou um tempo necessário na liderança para vencer. Não bastando o péssimo sistema para definir a vitória, perder essas corridas devido à bugs bisonhos eleva a frustração do jogador à enésima potência; às vezes o computador simplesmente se confunde de quem esta na frente, principalmente se há uma batida forte entre os jogadores.

-Special Events: toda mudança efetuada no seu carro rende pontos de reputação. Conforme atinge determinado número, seu carro é escolhido para estampar capas de Revistas e DVD’s do mundo automotivo, com direito a modelos e tudo mais. Ao aceitar o evento especial é preciso chegar a um ponto específico do mapa no tempo determinado; chegando lá é possível determinar posição do carro, mudar ângulo da foto (já pré-determinados) e poder abrir o capô, porta-malas e portas do veículo e algumas outras variações. Além das fotos, os eventos especiais rendem peças únicas de customização e desempenho. Esses eventos são bem vindos e dão variedade e vida nova ao game, além de ser bacana ver seu carro estampando capas de revistas e dvds.


Competente e divertido

A jogabilidade do game é sólida e de fácil aprendizado não demorando muito para que você comece a fazer curvas em alta velocidade como se fosse um piloto profissional; também é possível personaliza-la a seu gosto, mudando os controles e opção de câmbio manual ou automático. O design e trajeto das pistas facilitam o aprendizado, com ruas largas e espaço suficiente para desviar dos carros na rua, além de, na maioria das vezes, dar oportunidade ao jogador de se recuperar a tempo de vencer as provas em caso de colisões ou derrapadas.

Os carros no geral possuem dirigibilidade muito parecida, o que é um ponto negativo apesar de isso facilitar na hora de trocar de veículo. Existem três tipos de câmera, perto, longe e capô, sendo que todas se comportam bem sem prejudicar a corrida, porém um efeito em especial atrapalha e incomoda depois de certo tempo, que é exibido quando o carro faz saltos altos ou bate com outros carros em alta velocidade; nesses casos, a câmera se posiciona de modo mais “cinematográfico”, além de ficar em câmera lenta, porém atrapalha, já que em alguns saltos você simplesmente perde a visão do que tem a frente de seu carro, e quando volta ao normal pode dar de frente com um carro ou uma curva fechada. O game tem uma leve mudança climática, onde pode começar a chover durante as corridas, o que é bem bacana, proporcionando um desafio a mais e mostrando um bom efeito de água respingando na tela.

Tecnicamente, o jogo é muito bem feito. Os carros possuem vários detalhes, com modelagem e texturas muito boas, além de serem fielmente retratados a suas contrapartes reais. A cidade também possui ótimas texturas, com prédios iluminados além de pontos escuros onde os faróis dos carros iluminam quando passam. As sombras são ok, sem grande destaque e os carros de rua são bem mais simplórios, porém é compreensivo, já que devido ao tamanho da cidade e quantidade de carros na tela poderia ocasionar lags. O efeito de chuva é muito bacana, com respingo vindo à tela e a fumaça e faíscas são bem feitos. Outro efeito bacana é quando aciona o nitro, dando sensação bem próxima do que é vista no filme Velozes e Furiosos.

A parte sonora do game mantém o alto nível, com som ambiente da cidade retratado muito bem, com carros buzinando, aviões sobrevoando a cidade e sons dos possantes cruzando as ruas de Bayview, todos bem retratados e com mudanças no ronco conforme você envenena as máquinas. A trilha sonora é de primeira, com nomes como The Doors e Fluke, entre vários outros artistas, apesar de se repetirem a exaustão; dado o tamanho do game, uma quantidade maior de músicas viria a calhar. São raros os momentos que se presenciam bugs no game, com excessão das corridas Outrun, que volte e meia tem seus problemas; no mais, a EA fez um excelente trabalho no game.


Boas opções do que fazer após terminar o game

Depois de zerar o game, é possível customizar os carros no menu principal, o que é muito divertido e bacana, ainda mais com todos itens e opções abertos, além dos carros é claro. Também é existe a possibilidade de correr com os carros que você customizou tanto em partidas rápidas single player, quanto no multiplayer on-line ou via rede local. Particularmente, tive problemas com as partidas on-line na época, com vários lags e problemas de conexão, com os carros de outros jogadores “sumindo e aparecendo” na tela, o que foi bem frustrante, já que mesmo na dificuldade alta o game não é tão difícil assim.


Conclusão: Apesar de ter algumas falhas, como repetição das músicas e pistas, alguns bugs e o péssimo sistema de rachas, Need for Speed: Underground 2 é um excelente jogo de corrida com uma cidade grande, que esbanja personalidade além de um ótimo design privilegiando as corridas. Existe muito conteúdo no game, com um modo campanha extenso além de muitas opções de customização e 31 carros licenciados, premiando o jogador com os divertidos eventos especiais e vários modos de corrida, além de gráficos e efeitos sonoros excelentes, com uma trilha sonora que deve agradar a muitos. Mesmo após finalizar o game ainda existem motivos para continuar jogando, com a possibilidade de revisitar a campanha com diferentes carros ou customiza-los para correr em partidas rápidas single player ou no multiplayer. Se você esta sedento por velocidade, Underground 2 é uma excelente escolha.


Prós e Contras

+ Ótima jogabilidade, de fácil aprendizado e totalmente customizável (versão PC)
+ Inúmeras opções para modificar seu carro a seu gosto
+ Mundo aberto, bem projetado e cheio de personalidade
+ Vários tipos de corrida, além dos eventos especiais
+ Tecnicamente excelente, com ótimos gráficos e efeitos sonoros, além de uma trilha sonora muito boa
+ Fator replay, com possibilidade de revisitar campanha com diferentes carros, além de poder customiza-los no menu principal para partidas em multiplayer ou quick single player
+ Jogo roda suave mesmo em configurações modestas, com ótimo desempenho e sem erros gráficos

- As corridas Outrun são totalmente dispensáveis e com alguns bugs incomodos
- A dificuldade no geral não é muito alta, com excessão das pistas Street X que podem ser bem frustrantes para os menos habilidosos
- Efeito de câmera “cinematográfica”, que tira a visão do que tem a frente de seu carro além de quebrar o rítimo da corrida com a câmera lenta
- Os carros da categoria SUV são muito ruins de dirigir e ainda são muito poucos, contando apenas com 3 opções
- Não é um game para ser jogado durante muitas horas seguidas, já que as corridas começam a se repetir durante um tempo, além da trilha sonora, que apesar de boa conta com uma seleção pequena de músicas


7 comentários:

  1. Need for Speed realmente foi um clássico, na minha modesta opinião foi o melhor do ps2, outros Needs foram feitos e nenhum conseguiu atingir o nível de jogabilidade, gráfico e diversão do undergroundg 2, definitivamente uma lenda dos games.

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  2. eu acho o most wanted o carbon e o undercover melhor que ele .-.

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  3. esse need for Spped undergroundg é mó da ora ,mas eu prefiro mesmo Need for Spped Hot pursuit 2. é o que eu sou mais viciado.

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  4. JUSTICEIRO DA INTERNET ORIGINALquarta-feira, 28 novembro, 2012

    REALMENTE NEED FOR SPPED UNDERGROUNDG É UM CLÁSSICO DO PLAYSTATION 2 ,FALO POR ESPERIÊNCIA MESMO PORQUE PASSAVA O DIA INTEIRO JOGANDO.. INFELIZMENTE NÃO POSSUO MAIS ESSE GRANDE CLÁSSICO DAS PISTAS HOTS + EM BREVE VOU COMPRAR OUTRO E TELO EM MINHAS MÃOS DEFINITIVAMENTE.

    PLAYSTATION 2 ETERNO

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  5. Rapaz nunca fui fã de jogos de carros não, mais esse tenho que confessar que joguei hehe^^e joguei o Burnaut 3 tb... com certeza esse foi o melhor que exitiu para PS2.

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  6. esse jogo é muito bom no Playstation 2 , Pc e Xbox! Nintendo ds é um lixo!

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  7. eu queria saber o nome da musica que toca na historia onde o carro é destruido pelo hummer ? toca só um trecho mas ela é bem legal queria a musica completa ! ALGUEM SABE ? NO NEED UNDERGROUND 2 BEM QUANDO COMEÇA AS HISTORINHAS

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