20 de fev de 2011

Shin Megami Tensei: Persona 4

Ficha técnica:
Gênero: RPG
Distribuidora: Atlus
Desenvolvedora: Atlus
Plataformas: PS2
Número de jogadores: 1
Data de lançamento: 09/12/08

Uma série de assassinatos inexplicáveis começam a ocorrer em uma cidade pequena no interior do Japão e o assassino está fora do alcance da policia, então cabe a um grupo de estudantes com a capacidade de invocar demônios vindos de sua própria personalidade resolver o mistério enquanto tentam viver suas vidas normais de estudantes.

Tudo se dá inicio com a viagem de um adolescente da cidade grande para a cidadezinha de Inaba, o protagonista vai para a cidade para passar um ano na casa do irmão mais novo de sua mãe e tem que se habituar à rotina sem emoção da cidade. O início do game com todo RPG não tem muita interação por parte do jogador, nas primeiras uma ou duas horas de game o jogador é colocado dentro da narrativa ao mesmo tempo que é apresentado as duas faces do game, RPG e simulador de vida social.

Um The Sims japonês

Sim Persona simula a vida de um estudante dia apôs dia da semana, com direito a calendário com feriados nipônicos e criação de laços de amizade com dezenas de pessoas diferentes. Todos os dias de aula o personagem vai a escola e de vez em quando o jogador é surpreendido com perguntas sobre a matéria dada em aula, não muito difíceis, mas que testam os conhecimentos gerais do jogador e seu entendimento de inglês também, só não se esqueça de estudar para as provas, porque elas existem e quem responde é você.


Depois da aula o jogador tem o restante da tarde até o anoitecer para fazer o que bem entender, o jogador pode melhorar alguns atributos de sua ficha frequentando a biblioteca e participando de clubes, pode fazer missões alternativas, ir a lojas de armas e de ervas para se preparar para batalhas, simplesmente passar todo o tempo livre com um amigo ou namorar. Tudo isso parece um tanto quanto desnecessário e, diga-se de passagem, não é obrigatório, mas há um fator muito importante nisso tudo, os laços de amizade.


Toda vez que o jogador conhece alguém um laço de amizade surge no nível 1 no seu determinado tipo de Arcana, por exemplo, se o jogador fizer amizade com a personagem do Arcana Devil toda vez que o jogador criar um Persona do tipo Devil ele será um pouco mais forte do que o normal, sendo que uma amizade vai do nível 1 ao 10 conferindo diversos poderes aos seus personas. Mas qualquer um que jogue o game verá que evoluir seus Personas não é a parte mais divertida dos laços de amizade, e sim conhecer mais a fundo os personagens, cada um possui uma personalidade, características únicas e histórias pessoais muito bem desenvolvidas que valem a pena serem conhecidas.


Um pouco mais de história

Logo depois da chegada do personagem na cidade um assassinato inexplicável acontece e o protagonista ouve falar de um boato sobre o “canal da meia noite”, de acordo com o boato durante uma tempestade com formação de nevoa é possível ver na televisão desligada a meia noite sua alma gêmea, não há como explicar como sem estragar a história, mas o jogador descobre que na verdade a pessoa que aparece na TV na verdade é sempre o próximo alvo do assassino desconhecido e mais do que isso ele também descobre que é possível entrar na Televisão e lá dentro há um mundo protegido por inimigos conhecidos como Shadows.


Aparentemente toda vez que uma pessoa parece na TV um novo local é criado do lado de dentro, esse local nasce da personalidade da pessoa e é guardado pelos shadows. Cabe ao jogador entrar nesses locais, derrotar as shadows e salvar o alvo do assassino antes da próxima noite de chuva, caso contrario é fim de jogo. O jogador possui o direito de entrar e sair da TV quando quiser, então cabe a você decidir quando salvar a vitima.


Labirintos verticais

Os cenários são basicamente corredores com portas que levam o jogador para diversas salas e apenas para uma escada para o próximo andar, e depois para o outro andar e depois para outro, e assim é até chegar ao chefe o que costuma levar em media 10 andares. As batalhas acontecem pelos corredores e salas dos cenários, os inimigos ficam vagando pelos cenários representados por verdadeiras sombras, o jogador pode tentar correr delas ou pode simplesmente atacá-las, se o jogador atingi-las com a espada antes que elas notem sua presença você iniciará a batalha, se você for atacado por trás por uma dessas sombras seus inimigos começam e por fim se ela perceber seu ataque ou se você for atacado de frente a batalha corre normalmente sem vantagem para ninguém.


As batalhas

Como todo RPG as batalhas funcionam no esquema de turnos, o jogador tem a opção de atacar com sua arma, se defender até o próximo turno, usar itens ou invocar seu persona para atacar, o que pode gastar tanto pontos de SP quanto de HP. Há a opção de deixar seus amigos no modo de ação automática, no de ordens diretas do jogador, no modo de economia de SP ou no modo de ajuda onde o personagem foca em recuperar vida do outros e em caso de não haver o que fazer ele ataca normalmente. No início deixá-los no modo automático torna tudo mais rápido, mas se o jogador estiver em um nível de dificuldade maior que o fácil será necessário mudar a estratégia de cada personagem para a melhor combinação possível, principalmente contra os chefes.


Durante as batalhas ainda é possível executar ações especiais como ataque em grupo no caso de todos os inimigos estiverem caídos no chão, ou dependendo do seu nível de amizade com seus companheiros de batalha ataques individuais que acabam com um inimigo na hora ou que derrube um que esteja de pé permitindo o ataque em equipe, ou ainda um amigo seu que esteja em batalha pode te levantar caso você tenha caído.


No final da batalha o jogador ganha experiência, itens e as vezes encontra com cartas que contem personas e também com armadilhas que podem tirar do jogador tudo que foi ganho em batalha. Se o jogador escolher pegar uma carta entra em um mine game que pode variar de tipo mas sempre tem o mesmo objetivo, acertar a carta com o persona. O mine game mais comum é um onde o jogo mostra todas as cartas disponíveis, entre personas e armadilhas, depois de analisar as cartas o jogador aperta um botão e elas começam a girar desordenadamente e o jogador pode apertar o botão novamente quando quiser para fazer as cartas pararem, a carta que para na frente do jogador é a que terá efeito. Se for um persona ele será adicionado a sua lista de personas e com sorte o jogador também pode ganhar uma carta extra, essa carta extra representa um Arcana que é mostrado ao jogador que escolhe se quer ou não ver o efeito dela, se escolher ver a carta gira e o efeito pode ser positivo se a carta parar virada para cima, ou negativo se ficar virada para baixo, os efeitos variam entre ganhar mais dinheiro depois de batalhas, ganhar mais experiência, aumentar uma característica de um persona e entre muitos outros, só não esqueça que o efeito negativo é exatamente o contrario do positivo.


Criando monstros

Vale dizer que o protagonista é o único que pode trocar de persona, seus amigos permanecem com o mesmo do inicio ao fim do game. Colecionando os personas o jogador pode usá-los em batalha ou fundi-los para conseguir personas mais fortes, isso é possível somente dentro da Valvet Room, uma espécie de limosine que anda entre o mundo dos sonhos e a vida real, parece muito estranho, mas faz mais sentido depois de conhecer a história a fundo. Nessa “sala” reside Igor que tem o poder de fundir seus personas, são dezenas de possibilidades que aumentam a cada persona ganho pelo personagem, é uma pena que o jogador possa carregar um número de personas limitados, mas para contornar isso Margaret, que também vive na Valvet room, registra todos os personas que você adiquire, assim se você fundi-lo ou se desfazer dele você pode pagar um pequena taxa para te-lo novamente em mãos do mesmo jeito que era da ultima vez que o registrou.


As fusões funcionam de forma simples, o jogador escolhe dois ou três personas e o jogo mostra o persona que será gerado, este terá suas características próprias e herdará uma ou mais magias dos personas que foram fundidos, o que torna cada fusão única. Porém existe uma limitação, o persona criado deve ser do mesmo nível ou de nível inferior ao do personagem, assim se você estiver no nível 10 só poderá criar personas de no máximo nível 10, o que garante o nível de dificuldade crescente no game, também é possível ocorrer imprevistos, é bem raro, mas o jogador pode escolher os personas gostar do resultado e quando mandar fundir, por um pequeno erro de Igor, o persona pode sair diferente do esperado, pelo menos ele pode sair tato mais forte quanto mais fraco que o resultado esperado.

Parte Técnica

A história dispensa comentários, personagens carismáticos, diversas opções de respostas e finais alternativos, chega a ser impossível ver todos os diálogos ou conhecer todos os personagens a fundo em uma partida só, o que faz o replay obrigatório. Se tratando de gráficos o game se aproxima a um anime mesmo durante o gameplay, as animações foram feitas no mesmo molde que animes então espere cenas bem trabalhadas. Os cenários dentro do mundo real são cheios de detalhes e vida, já os cenários dentro da TV são bem genéricos, todos os corredores e portas são iguais, o que torna o uso do mapa obrigatório, mas há uma vantagem nisso, toda vez que o personagem entrar em um cenário de batalha ele é diferente, ou seja, você pode ir no mesmo cenário 10 vezes e no final terá feito 10 caminhos diferentes para sair do mesmo.


As musicas do game variam de Pop a Pop rock japonês, não é nada marcante e algumas até enjoam se ouvidas por um tempo, mas no geral elas se encaixam bem no clima de colegial japonês. Os efeitos são perfeitos para o titulo, mais uma vez nada marcante, mas funcionam de forma perfeita junto com todo o resto do game. As dublagens não poderiam ficar melhores, a maior parte dos diálogos principais são acompanhados pela voz do personagem, somente os diálogos opcionais com personagens ali e acolá que não possuem uma dublagem em tempo integral mas somente em algumas frases.


Conclusão

Persona 4 é um titulo magnífico e sem duvidas eterno, sua combinação de simulador de colegial e de RPG garante uma experiência envolvente e viciante, a criação de personas e desenvolvimento de amizades garantem a variedade do game e todas as suas 50 horas médias de jogo.
Eu adoraria escrever muito mais nesta análise, colocar muitos comentários pessoais e explicar em detalhes coisas que não falei, mas só uma coisa a mais tenho a dizer, eu detesto RPG desde sempre e esse game entrou na minha lista de favoritos nas primeiras horas de jogo.

Pontos positivos:
-Liberdade para aproveitar os dias da forma que quiser.
-História envolvente e com muitas surpresas.
-Capacidade de fundir e criar personas da forma que quiser.
-Mais de 50 horas de jogo.

Pontos Negativos:
-Musicas que podem se tornar repetitivas.
-Cenários altamente repetitivos.

Notas:
-Gráficos: 9
-Parte sonora: 9
-Jogabilidade: 10
-Diversão: 10
-História: 10
-Replay: 10

Total: 9,5

Pessoal desculpas pelo meu sumisso mais uma vez, to fazendo o possivel mas esse semestre a escola ta me tirando mais tempo que semestre passado, farei o possivel pra voltar a postar todo domingo novamente, espero que tenham gostado dessa análise vou me esforçar mais na próxima.

7 comentários:

  1. Persona 4 é definitivamente um dos meus favoritos do PS2, a história dele é muito louca vale a pena jogar, ah! não recomendo para aquelas pessoas um pouco impaciente, pois o game exige tanto paciência como inteligência do jogador.

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  2. Concordo com vc Harrison , tem que ter paciencia pra jogar JRPGs!! Ainda bem que eu tenho!! Persona 4 tem uma história mto interessante e principalmente obscura e cheia de reviravoltas! Para os verdadeiros fans, conseguir chegar no True End do game é uma verdadeira recompensa!!

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  3. não gostei desse ai não pq ele tem muita conversa e é mto dificil*

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  4. Em geral Caio RPGs tem muito dialogo, o game como o pessoal disse é mais pra quem tem paciencia e curte uma boa história. Você provavelmente deve curtir games mais diretos na hora do combate né?

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  5. pois é;), tbm sei que devemos repeitar o gosto das pessoas não é* sou chegado a mais jogos de tiro ou ação*

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  6. Eu também, como disse esse foi o primeiro RPG que gostei de verdade, meu genero favorito mesmo é FPS e sem duvidas eu também prefiro games sem enrolação na hora do combate.

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  7. Eu já acho contrário. Prefiro games com histórias complexas e estratégicos.

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